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Agrestina terá esgoto tratado em três anos

Em parceria com o governo federal, o município vai investir R$ 12 milhões na construção de rede coletora. Hoje, dejetos da cidade são despejados no Rio Mentirosos.

Local de uma das estações onde serão depositados os resíduos (imagem de arquivo - fevereiro)
        Agrestina - Com cerca de 25 mil habitantes, esta cidade do Agreste do Estado vai ganhar um sistema de tratamento de esgoto e rede coletora, possibilitando o saneamento de todas as ruas do município. As obras da estação de tratamento já começaram e estão orçadas em R$ 2,5 milhões. A segunda etapa do projeto, desenvolvido em parceria com o governo Federal, será a implantação de 29 quilômetros de tubulação da rede coletora. O serviço está orçado em R$ 9,7 milhões. A expectativa é que Agrestina esteja completamente saneada em 3 anos.

       Os trabalhos para a construção da estação de tratamento começaram há três meses e devem ser concluídos no próximo ano. A obra ainda prevê tanque, sistema de filtragem e três estações elevatórias. "Depois de passar pela rede coletora, o esgoto será bombeado para a estação de tratamento. Após o processo de filtragem, os dejetos seguem para o Rio Mentirosos, que atualmente recebe o material sem nenhum tratamento", explica o secretário de Obras, Marcos Heleno Florentino. Os resíduos que sobram como parte do processo de filtragem serão transportados para o aterro sanitário da cidade.

        O engenheiro responsável pelo projeto, Cleodon Leite, explica que o sistema de tratamento é do tipo digestor de esgoto, associado a uma filtração biológica. A capacidade de tratamento da estação será de 7,8 mil metros cúbicos de esgoto por dia, ou 90 litros por segundo, o que daria para atender a uma população de 30 mil habitantes.

        "Quando se faz um projeto desses tem que pensar no futuro, no crescimento da cidade", destaca o engenheiro. Ele acrescenta que apesar de ficar em uma área do Centro da cidade, a estação de tratamento não prejudicar os moradores do local, pois o modelo adotado é fechado com concreto, não exala mau cheiro. e passou por todas as exigências da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH).

         A segunda parte do projeto será s construção da rede coletora de esgoto. Hoje, os dejetos se juntam às águas da chuva e descem, através de canais, para o Rio Mentirosos. Com as obras, os resíduos terão uma encanação exclusiva. O antigo sistema servirá para o escorrimento das águas pluviais.

        Segundo Marcos Heleno Florentino, os recursos para o início da implantação da rede coletora já estão garantidos e as obras devem começar em 2013. Quando tudo estiver pronto, o sistema será administrado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). "Os benefícios serão inúmeros, principalmente na área da saúde", destaca o secretário de Obras.

       Para os moradores, o serviço vai melhorar a qualidade de vida da população. "Vai ser muito bom porque o esgoto só traz coisa ruim. Além do mau cheiro, tem muito rato e muriçocas", disse o aposentado Eretiano Alves de Farias, 72, morador da Rua João Pereira dos Santos, onde há um ponto de esgoto a céu aberto. A dona de casa Nayara Silva, 19, lembra que muitas crianças nas margens dos esgotos que escorrem pelas ruas da cidade. "É uma ameaça à saúde".

Do JC (Impresso)

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