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Curiosidades sobre os nomes de alguns prédios públicos de Agrestina.


Depois de algum período sem publicar artigos sobre curiosidades sobre a história municipal, conforme prometido na matéria interior, irei trazer informações referentes a nomenclatura de alguns prédios públicos existentes em nossa cidade. 

Por Paulo Junior



Hospital Amélia Gueiros Leite: presta uma homenagem à mãe do Ministro do Superior Tribunal Militar e ex-governador de Pernambuco no período de 1971-1975, o Sr. Eraldo Gueiros Leite. É uma pena que assim como nos demais prédios públicos não se encontra uma foto dos homenageados. As fotos que encontramos no interior do hospital são de Dona Edileuza Ribeiro e de Alzira Ribeiro. Sobre as mesmas será produzido um artigo específico a ser publicado em breve. A família de Eraldo Gueiros Leite era natural do município de Canhotinho-PE. 

Escola Municipal Maria Stella Costa Cavalcanti: Presta homenagem a mãe de outro político Pernambucano. Trata-se da genitora do ex-Deputado Federal e General do Exército José Costa Cavalcanti que era filiado a UDN e após o golpe militar de 1964, filou-se a ARENA. Nome forte entre os ditadores na época do Regime Militar, seu nome foi cogitado inclusive para se tornar Presidente da República A escola que presta homenagem a esta figura do militarismo brasileiro, fica localizada no Sítio Riacho do Peixe. Sua família é natural do estado do Ceará. Essa homenageada talvez nem sabia da localização de nossa cidade. 

Escola Municipal Sesquicentário da Independência: Inaugurada em 1972, durante a gestão do grande educador Professor Pedro de Alcântara. O nome escolhido para a escola recém-inaugurada, presta homenagem aos 150 anos da Independência do Brasil, ocorrido em Setembro de 1972. 

Terminal Rodoviário Sotero Alves da Silva: Apesar de não ser do conhecimento da grande maioria dos munícipes, o prédio do Terminal Rodoviário de Agrestina rende homenagem a um cidadão Agrestinense, o ex-Vereador que no exercício do cargo de Presidente da Câmara Municipal chegou inclusive a exercer o cargo de Prefeito de Agrestina quando da renúncia do cargo de Prefeito pelo Sr. Elias Libânio, no período de março de 1959 a novembro do mesmo ano. Descobri essa denominação através de pesquisas realizadas na internet. O projeto de Lei foi de autoria do Dep. Estadual André de Paula, o qual usou da seguinte justificativa para aprovação do seu projeto: “Sotero Alves da Silva é um nome que significa muito para o município de Agrestina. Entusiasta das causas de interesse público fez de sua vida um instrumento de permanente dedicação ao povo de sua cidade”. Aprovado o Projeto se tornou Lei Ordinária Estadual Nº 10.721, de 2 de abril de 1992. Seria interessante que as autoridades locais quando da Inauguração da reforma da Rodoviária mandasse confeccionar a placa alusiva prestando homenagem ao Sr. Dutra como era conhecido pelos seus conterrâneos. 

Casa Agrício da Silva Brasil: Assim é denominado o prédio do Poder Legislativo Municipal. O prédio na época de sua inauguração foi projetado para servir de sede dos Poder Judiciário e Legislativo, foi inaugurado no final de Janeiro de 1969, nos últimos dias do segundo mandato do Sr. Olímpio Pontes Belo. Rende homenagem a um Juiz de Direito que atuou na Comarca de Caruaru, da qual Agrestina era Termo, quando não estava instituída a nossa Comarca. 

Praça Padre Cícero: Antes nossa Praça era denominada Gov. Agamenon Magalhães. Assim que Benito Ribeiro foi eleito para o cargo de Prefeito, o mesmo promoveu uma reforma na Praça modificando a denominação. Na época foi instalada a imagem do Padre Cícero, o que gerou conflito entre o Prefeito e o Padre Nestor de Oliveira, que na eleição de 1972 disputaram o poder. Sobre o conflito político religioso que prevaleceu durante a eleição municipal de 1972 em breve será produzido um artigo específico. 

Biblioteca Pública Municipal Cônego Adalberto Gomes Damasceno: A denominação do prédio da biblioteca pública faz jus a um amante da cultura e das letras. Quando exerceu as funções de vigário em Agrestina promoveu o fomento a leitura com a criação do jornal A voz da Paroquial, foi responsável também pela criação da 1ª Biblioteca Paroquial, a qual era denominada Cristo Rei. Não podemos deixar de registrar aqui o trabalho social desenvolvido por este Padre, passou cerca de 7 anos na nossa Paróquia, sendo transferido para Caruaru, lá durante muitos anos foi responsável pelo jornal católico A Defesa. Padre Adalberto é natural da cidade de São Caetano-PE, era irmão de Maria Alice Gomes Damasceno, casada com o Agrestinense José Alves da Silva (Juca Alves, ou Sr. Juca da Farmácia), os genitores do ex-Prefeito Cláudio Damasceno. 

Escola Municipal Maria Edelvita de Barros Tenório: Antes de receber essa denominação a Escola criada em 1987, era denominada Escola Deputado Jorge Bornhausen, político com projeção nacional, tendo em vista que durante décadas participou do comando do diretório nacional do ex-PFL (DEM). Porém na gestão do Prefeito Cláudio Damasceno foi verificado que a denominação era anticonstitucional tendo em vista que é vedada a existência de honraria em prédios públicos a pessoas vivas. Sendo sugerida o nome de Edelvita de Barros Tenório, que durante muitos anos exerceu as funções de servidora pública municipal, chegando a exercer o cargo de Professora em nosso município. Vale destacar que na Escola é a única no município que conta com a biografia da homenageada.

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