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Quem pisca primeiro: Eduardo ou Dilma?


Para o PT, já passou da hora de a presidente Dilma reagir à "ousadia" de Eduardo Campos (PSB) e demitir seu aliados do governo. "Se ele é candidato, já é nosso adversário", disse ao 247 o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, que é uma das lideranças mais próximas ao ex-presidente Lula.

Dilma reluta, mas agora tem de enfrentar uma rebeldia declarada dentro de casa. Ligado ao governador de Pernambuco, o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional, quer deixar a equipe. Segundo Mônica Bergamo, da Folha, foi aconselhado por Campos (PSB) a ficar até ser demitido. Em uma saia justa, a presidente não quer vitimizar seus aliados.

Nos últimos dois dias, as provocações se acirraram. Dilma falou sobre a necessidade de fortalecer um governo de coalizão.

O governador de Pernambuco elevou o tom em resposta à declaração da petista. Segundo Campos, que pleiteia disputar a Presidência da República em 2014, o PSB integra a coalização tendo até mesmo renunciado a um projeto próprio, com Ciro Gomes, para apoiar a eleição da presidente em 2010.

“O PSB renunciou a possibilidade de ter uma candidatura própria, no primeiro turno de 2010, para ajudar o governo. O PSB participa do governo. Em dois anos, todas as votações importantes o comportamento do PSB é o de um partido que mais ajudou a presidente Dilma, sobretudo nas questões polêmicas, como o Código Florestal”, afirmou o presidente da legenda socialista. Campos também destacou que é preciso fortalecer a realização de debates estratégicos com o objetivo de discutir as questões nacionais.

“Nós precisamos discutir o Brasil. Não pode ser tratado como um incômodo, nem com intolerância aqueles que querem fazer debate sobre visão estratégica do Brasil. É somente isso. Nós vamos fazer de maneira serena, porque é da nossa tradição a serenidade e bom senso, mas a coragem também de enxergar adiante”, garantiu.

Fonte: Brasil 247

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