As polícias Militar e Rodoviária Federal montaram um forte esquema de segurança em alguns pontos da BR-104 para evitar os assaltos a comerciantes que vêm para as feiras do Agreste e passam por esta rodovia.
O comerciante Givaldo Nunes viajava com a família quando foi surpreendido pelos criminosos. “Atiraram no carro, capotei o carro. A minha esposa dizia: não mate não, pegue o dinheiro e vá embora. Levaram R$ 4 mil e dois celulares”, contou.
Os comerciantes reclamam que as ações dos bandidos ficaram mais frequentes desde que a Polícia Rodoviária Federal fechou este posto de fiscalização. Outras duas bases em rodovias próximas também foram fechadas.
Eder Rommel, assessor de comunicação PRF/PE disse que os agentes estão priorizando o trabalho de ronda. “Este sim é eficiente. Aqueles policiais que ficavam nos postos fazendo papel de guarda patrimonial, já que eles não poderiam se ausentar dos postos, estão hoje dentro das viaturas fazendo o patrulhamento”, explica.
No entanto, os condutores que trafegam pela BR-104 discordam. “Já é perigoso com eles, sem eles fica pior ainda”, critica Alexandre Severino, supervisor de vendas.
Durante a madruga, quando saem os comboios para as feiras do Agreste, nossa reportagem passou pelo trecho mais perigoso da BR-104, entre os municípios de Quipapá e Agrestina. No local, os bandidos se aproveitam da estrada deserta, atiram nos carros e obrigam os motoristas a parar.
Nós também acompanhamos os feirantes dentro do ônibus. Lá, encontramos a comerciante Maria de Lourdes. Ela contou que o veículo estava lotado quando foi atingido por tiros e forçado a parar. “Ouvi muitos tiros, muitos. Eu ia carregando minha netinha. Foi preciso eu deitar por cima dela, porque os tiros eram demais. Estou traumatizada até hoje”.
O medo uniu os comerciantes de Alagoas, que agora se reúnem num posto de combustíveis. DO local, mais de 300 carros seguem viagem com escolta armada. Pra eles, a segurança compensa o custo. “Se a gente não pagar aos policiais daqui pra levar a gente, a gente está ferrado”, diz Maria José, fretista de ônibus.
Nos últimos dias, as polícias Militar e Rodoviária Federal intensificaram os bloqueios nos trechos mais perigosos da rodovia. “Você vem um pouco tenso e ao ver a polícia já melhora bem”, conclui, aliviado, o motorista Ailton brito.







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