Ad Code

Responsive Advertisement

Eduardo Campos reforça dúvidas sobre como vai se portar nas próximas eleições

Governador ao mesmo tempo se coloca como aliado mas lança críticas ao PT, sem dar certeza a governo e oposição dos seus planos à sucessão de Dilma

Foto: JC Imagem

Ele é aliado, mas passou a adotar uma postura de independência em relação ao governo federal. Age como se a candidatura presidencial, em 2014, fosse uma possibilidade real em seu futuro político, mas faz questão de negá-la publicamente. Também não a descarta. Elogia a presidente Dilma Rousseff (PT), diz que quer ajudá-la a “vencer 2013”, mas tornou-se um porta-voz voluntário das dificuldades que caem sobre e economia do País, enquanto os ministros suam para transmitir uma mensagem otimista do quadro financeiro. É assim, numa espécie de jogo duplo, que o governador Eduardo Campos (PSB) tem conseguido se descolar do Planalto e projetar seu nome nacionalmente, sem afastar-se, no entanto, da base do governo.

E ele enxergou na economia um terreno fértil para semear essa estratégia. Desde que o crescimento do PSB foi consagrado nas últimas eleições municipais, Eduardo Campos não abre mão de fazer considerações públicas sobre o setor. Já disse que o País, “apesar dos esforços da presidente”, cresceu abaixo da média nos últimos dois anos. Criticou também a política de estímulo ao consumo a partir das desonerações promovidas em determinados setores – como o automobilístico –, que terminaram por penalizar Estados e municípios, e encabeça o debate sobre a remodelação do chamado “Pacto Federativo”.

“Quem puxa a política é a locomotiva econômica. Sem gás e combustível, ela descarrilha. Ele identificou esse cenário de PIB pequeno somado às dificuldades econômicas nos Estados e municípios, que vivem uma situação injusta, e começou a focar nessa questão”, observa o analista político e professor da Universidade de São Paulo (USP) Gaudêncio Torquato. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em dezembro do ano passado, o governador foi além da economia e tocou numa das principais bandeiras dos governos não só de Dilma, como também de Lula: as políticas sociais. “São da agenda do século XX. Transformaram-se em programas enormes porque o fosso social que se criou no País levou a isso, mas não podemos achar que é a agenda do século XXI”, alertou o socialista, na ocasião.

Leia mais na edição de domingo do Jornal do Commercio.

Do JC

Postar um comentário

0 Comentários