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Em Caruaru, promotora diz que Queiroz poderá responder por improbidade, se comprovada a omissão aos direitos dos animais

Foto: Adriano Monteiro
Após um ano da matança de animais em Caruaru, por parte do Centro de Controle de Vetores e Zoonoses, além de várias audiências com representantes do poder público municipal, a promotora Gilka Miranda, realizou nesta quarta-feira (10), uma reunião considerada a última, já que foram dadas todas as oportunidades para que as providências fossem tomadas sobre a falta de assistência aos direitos dos animais de rua da cidade.

Apesar da criação da Gerência de Proteção Animal (GPA) pela prefeitura de Caruaru, a União em Defesa e Respeito a Vida Animal (UDERVA), denunciou a ausência dos serviços anunciados pelo departamento, a exemplo dos atendimentos clínicos ambulatoriais. "Até a data de ontem, nenhum atendimento para castração e tratamento aos animais estavam sendo feitos. O local está servindo apenas de faixada!" Disse, a diretora da Uderva, Deyse. 

Em ofício enviado pela Prefeitura de Caruaru, foi informado que todos os serviços estão sendo feitos. No entanto, o gerente do departamento, Fagner Fernandes, no final da tarde desta quarta, postou em seu perfil no Facebook que os serviços tiveram início à partir desta data (10). Confiram no print abaixo:


Durante a reunião, a promotora disse que não tem mais estímulo de convocar os representantes da prefeitura para tratar do assunto: "Eu não tenho mais estímulo de marcar audiência com eles, já tiveram tempo suficiente para resolverem esse problema", disse Gilka Miranda. 

Foto: Adriano Monteiro
Ela ainda ressaltou que também não ver mais eficiência em convocar o gerente de proteção animal, já que não há o respaldo da administração, o suporte necessário para resolver as questões em pauta.

Gilka Miranda disse que pretende entrar já na próxima semana com uma liminar, uma vez exauridas todas as possibilidades de resolverem a questão sem que haja a necessidade de uma ação judicial. 

A promotora ainda ressaltou que José Queiroz poderá responder por omissão e ser condenado por improbidade administrativa: "Ele pode inclusive responder por improbidade administrativa, dependendo do entendimento do promotor. Há uma grande probabilidade dele entender como omissão", destacou.

De acordo com a presidente da UDERVA, Edinilda Fernandes, a última busca pela resolução do problema através do Ministério Público de Caruaru, foi esta, e que tem a intenção de recorrer à justiça da capital pernambucana, caso não haja solução para sanar o descaso do governo municipal com os animais da cidade.

Confiram a entrevista com a promotora:


Por Adriano Monteiro

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