A presidente Dilma Rousseff (PT) teria sido avisada ainda no início do ano que o PSB poderia ter candidatura própria para disputar a Presidência da República nas eleições majoritárias de 2014. A revelação foi feita pelo ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB). “Eduardo [Campos, PSB-PE] conversou com a presidente Dilma [Rousseff, PT], em janeiro, e avisou que o debate dentro do PSB sobre uma candidatura própria para a presidência ia tomar corpo”, disse o ex-ministro em entrevista ao portal LeiaJá. Segundo FBC, o posicionamento da legenda socialista teria sido compreendido pela petista durante o encontro.
“Desde as eleições municipais de 2012, existe esse desejo dentro do PSB de postular uma candidatura própria do partido. Inclusive, em junho, após as manifestações, houve uma reunião da Executiva Nacional do PSB em Recife, na qual os membros cearenses já queriam entregar os cargos”, afirmou FBC. “Foi Campos quem refreou a atitude, afirmando que sair de um governo em crise seria uma descortesia e que o PSB deveria apoiar o PT mais do que nunca. Mas fizemos todo um trabalho de sinalizar para Dilma e para Lula os interesses do partido”, relatou o ex-ministro. A declaração de FBC se contrapõe às afirmações por parte de membros da Executiva Nacional do PT que, desde a saída do PSB da base de apoio do governo da presidente Dilma, dizem que o ato dos socialistas foi algo "inesperado", podendo ser caracterizado como uma "traição” a aliança histórica entre as legendas.
Segundo o socialista, a colocação de uma candidatura própria por parte do PSB serve para quebrar a polarização entre PT e o PSDB, que desde 1994 protagonizam as eleições presidenciais. “Nós estamos sentindo a necessidade de uma proposta nova, de um caminho novo. E eu acredito que Eduardo, após tudo o que fez em Pernambuco, terá várias testemunhas de sua capacidade”, afirmou o ex-ministro. FBC sinalizou, ainda que os êxitos obtidos ao longo dos dois mandatos exercidos por Campos à frente do Governo do Estado deverão ser explorados ao longo da campanha de 2014. “É preciso organizar propostas para animar o pernambucano acerca do que pode ser realizado no futuro. Nós temos muitos problemas ainda em Pernambuco, mas o governo de Eduardo é um governo vitorioso, porque é um governo que avançou”, disse.
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