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Campanha para Dilma

Experiente e sagaz como é, o governador Eduardo Campos (PSB) não deve aparecer, hoje, em Gravatá, para abrir o encontro de quatro ministros de Dilma com prefeitos. Na realidade, a reunião pode até parecer administrativa, mas seu conteúdo é de campanha eleitoral.

Tem relação com a sucessão presidencial. Quatro ministros de peso, a começar por quem coordena a área política, Ideli Salvatti, não se deslocariam ao Estado numa segunda-feira para ouvir choradeira de prefeitos em dificuldades com os cortes sistemáticos do FPM.

A caravana dilmista chega com uma missão: desmistificar o discurso de Eduardo. Mostrarão que tudo que foi feito em Pernambuco, seja em relação às obras estruturadoras ou em investimentos privados, como a recente decisão da Fiat, de abrir uma montadora em Goiana, foi fruto de uma decisão da União.

Primeiro, pelo tratamento diferenciado do ex-presidente Lula, que escolheu o Estado como sede da refinaria. Depois, o empenho da própria presidente Dilma em dar continuidade aos investimentos, mesmo depois do rompimento do governador, que entregou os cargos que o PSB ocupava no Governo, assumindo, consequentemente, um discurso mais crítico e de independência.

O encontro, portanto, tem o único objetivo de carimbar Lula e Dilma como os grandes feitores do Estado, sugerindo que a publicidade de Eduardo é falsa, quando tenta dissociar o Governo Federal de tudo que foi e vem sendo feito em Pernambuco.

Mais do que isso, Dilma quer minar a força de Eduardo, tentando atrair para o seu palanque prefeitos que estão comprometidos com a candidatura do governador ao Planalto, independente de filiação partidária, num Estado em que existe uma ampla maioria filiada ao PSB.

Blog do Magno Martins

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