O presidenciável Eduardo Campos (PSB) voltou a assestar as baterias contra a política econômica da presidente Dilma Rousseff (PT). Em sua página pessoal no Facebook, o ex-governador de Pernambuco diz que a crise econômica já começa a cobrar o seu preço na forma de demissão para os trabalhadores brasileiros. Segundo ele, mais de vinte grandes empresas reduziram o seu quadro de funcionários, incluindo aí indústrias ligadas ao setor automotivo e até estatais como Eletrobras e Petrobras, e que o governo da presidente Dilma pouco faz para reverter a situação. Ele também afirma que o governo "escolher quais números e dados são mais apropriados para fazer propaganda".
Campos diz que os dados listados por ele “são bastante preocupantes”. “Além de fazer com que milhares de brasileiros, de todos os recantos do país, percam seus empregos, aprofunda ainda mais a estagnação da economia nacional. É, na verdade, um ciclo: quanto mais a economia fica estagnada, mais as empresas precisarão reduzir custos e cortar funcionários, fazendo a economia estagnar ainda mais”, escreveu.
O socialista aumenta o tom contra a administração da presidente Dilma ao afirmar que o governo federal pouco tem feito para minimizar a situação. “Os investimentos em infraestrutura são inexistentes, não há diálogo algum entre o governo e o setor privado. A política de comércio exterior não acompanha o que vem acontecendo no mundo – enquanto todos os países vêm buscando acordos bilaterais e parcerias cada vez mais fortes para deixar a crise no passado, o Brasil continua assistindo a tudo, debatendo o comércio com as nações do Mercosul”, dispara. Segundo ele, “é preciso e é possível fazer mais”.
Nesta linha, ele ressalta que durante os sete anos de seu mandato à frente do Executivo pernambucano a geração de empregos recebeu atenção especial. Através de investimentos em infraestrutura, benefícios fiscais e outras ações que atraíram “dezenas de empresas, nacionais e estrangeiras”.
Para Campos, o governo precisa promover urgentemente o reaquecimento da economia para recuperar a confiança dos brasileiros e também dos investidores, e não “questionar as pesquisas do IBGE, que mostram dados (justamente sobre desemprego), com os quais não concorda”. O presidenciável finaliza a postagem dizendo o “país precisa de um governo que enxergue o que vem acontecendo no Brasil real, e não um que se preocupa somente em escolher quais números e dados são mais apropriados para fazer propaganda”.
Confira abaixo, na íntegra, a postagem feita por Eduardo Campos.
Aos poucos, a crise econômica que assola o Brasil começa a cobrar seu preço. E como de costume, a conta começa a chegar primeiro para os trabalhadores. Somente nos primeiros cinco meses do ano, mais de vinte grandes empresas anunciaram cortes em seu quadro de funcionários. A lista é ocupada, em sua maioria, por marcas da indústria automotiva, mas a relação traz também estatais que vivem crises em seu setor (como a Eletrobras) ou dentro da própria empresa (caso da Petrobras).
Estes dados são bastante preocupantes. Além de fazer com que milhares de brasileiros, de todos os recantos do país, percam seus empregos, aprofunda ainda mais a estagnação da economia nacional. É, na verdade, um ciclo: quanto mais a economia fica estagnada, mais as empresas precisarão reduzir custos e cortar funcionários, fazendo a economia estagnar ainda mais.
E o governo federal não vem conseguindo dar um basta nisso. Os investimentos em infraestrutura são inexistentes, não há diálogo algum entre o governo e o setor privado. A política de comércio exterior não acompanha o que vem acontecendo no mundo – enquanto todos os países vêm buscando acordos bilaterais e parcerias cada vez mais fortes para deixar a crise no passado, o Brasil continua assistindo a tudo, debatendo o comércio com as nações do Mercosul. O comércio com nossos vizinhos é importante, mas é muito pouco. É preciso e é possível fazer mais.
Em Pernambuco, a geração de empregos foi uma das nossas prioridades durante os sete anos de governo. Investimos em infraestrutura, concedemos benefícios fiscais e atraímos dezenas de empresas, nacionais e estrangeiras, para o estado. E isso não somente para a região Metropolitana do Recife como também para outras regiões do estado, interiorizando cada vez mais o desenvolvimento e animando a economia de Pernambuco.
O governo federal precisa começar a tomar medidas urgentes para aquecer a economia. As expectativas dos brasileiros a respeito disso não estão boas, e esta queda de confiança somente prejudicada ainda mais o cenário, já que economia é um jogo de expectativa. Mas, ao invés disso, o governo prefere questionar as pesquisas do IBGE, que mostram dados (justamente sobre desemprego), com os quais não concorda.
O país precisa de um governo que enxergue o que vem acontecendo no Brasil real, e não um que se preocupa somente em escolher quais números e dados são mais apropriados para fazer propaganda.

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