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4ª Caminhada de Combate a Exploração Sexual da Criança e do Adolescente em Agrestina

Crianças, adolescentes e adultos percorreram as principais ruas em ato ao Dia Nacional de Combate a Exploração Sexual Infanto-juvenil


Em Agrestina, a tarde desta sexta-feira (18) foi reservada a 4ª caminhada em combate a exploração sexual infanto-juvenil, a mobilização de nível nacional acontece desde o ano de 98, quando 80 entidades políticas e privadas reuniram-se na Bahia para debater sobre o tema. 


Sob organização do CONDECA, Sec. de Ação Social, Secretaria de Juventude, CRAS, Conselho Tutelar, PETI e PROJOVEM, a caminhada contou com adultos, crianças e adolescentes que saíram pelas principais ruas de Agrestina. Também houve distribuição de panfletos informativos sobre como agir e denunciar a prática criminosa que infelizmente existe em todos os lugares do mundo. Para denunciar basta ligar para o número 100, sua identidade será mantida sob o mais absoluto sigilo.



História
      No dia 18 de maio de 1973 a menina Araceli Sanches, de 8 anos, desapareceu. Ela foi drogada, espancada, violentada e morta por jovens provenientes de famílias tradicionais da cidade de Vitória (ES). Tal crime, tão brutal, chocou a sociedade brasileira que pedia justiça, mas as pessoas mais empenhadas em tentar solucioná-lo morreram ou foram afastadas de seus cargos. A sociedade capixaba conhecia os hábitos dos envolvidos, que frequentemente promoviam festas onde crianças eram assediadas, mas ninguém quis depor. Os jovens foram indiciados, mas por falta de provas, foram inocentados. 
        Alguns jornalistas empenharam-se para que o caso não caísse em esquecimento, e muitos anos depois ainda podiam ser percebidos a indignação e revolta das pessoas em relação ao acontecido. Infelizmente, esse caso não era único e a freqüência com que acontecimentos parecidos aconteciam levou grupos de combate à violência infantil buscar alternativas para coibir novos crimes. 
         Um movimento surgido na Tailândia gerou uma organização internacional de luta pelo fim da exploração e comercialização infantil. Tal movimento deu o mote para um encontro ocorrido na Bahia em 18 de maio de 1998. Reuniram-se 80 entidades públicas e privadas para debater o assunto e, a partir das discussões e documentos gerados nesse encontro, foi criada pela Lei n.º 9.970, de 17 de maio de 2000, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


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Por Adriano Monteiro


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