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Vereador eleito escreve carta ao povo de Agrestina

Povo de Agrestina,

Nessas eleições, durante as minhas caminhadas, consegui observar duas situações. Uma, que me EMOCIONOU; outra, ao contrário, causou-me PREOCUPAÇÃO e INDIGNAÇÃO. EMOÇÕES eu vivi quando recebi vários depoimentos de pessoas que, por reconhecimento ao meu trabalho, me escolheram como vereador, e fizeram questão de declarar o seu ponto de vista; PREOCUPAÇÃO, por testemunhar e ouvir que muitos escolheram o seu candidato por receber algum beneficio financeiro (dinheiro); INDIGNAÇÃO, por ficar sabendo que são poucos os que valorizam o trabalho de um representante do Povo ou esquecem, em curto espaço de tempo, de sua atuação, de sua dedicação e, pasmem, até de suas incansáveis lutas em prol da sociedade que representa.

Quando resolvi ser político, optei em seguir uma postura honesta, leal e fiel e aos meus princípios, onde enveredaria pelo caminho de servir ao meu Povo sem, contudo, ter que me corromper.

Em 2004, fui eleito vereador e não tive que comprar um voto sequer para ganhar as eleições. Quis mostrar aos políticos locais de que era possível chegar lá sem burlar a lei que proíbe a captação ilícita de sufrágio.

Qualquer político, que é eleito sem gastar dinheiro, tem compromisso com o seu Povo. NÃO SE VENDE. NÃO NEGOCIA. NÃO FAZ NEGOCIATAS. Assume a responsabilidade de servir a cada cidadão e de defender o interesse público, colocando-o acima de qualquer interesse pessoal. DIFERENTEMENTE DE OUTROS QUE COMPRAM VOTO, porque LÁ NA FRENTE IRÃO TAMBÉM SE VENDER E DEFENDER OS SEUS INTERESSES PESSOAIS.

Em 2008 não consegui me reeleger. Para minha surpresa, muitos dos cidadãos com quem eu acreditava contar resolveram escolherem outros candidatos. Candidatos que, ao contrário de mim, FICARAM MUDOS, SURDOS E CEGOS DURANTE OS ÚLTIMOS QUATRO ANOS, mesmo ciente de que o Povo de Agrestina precisava de uma “voz” para gritar, espernear, denunciar e defender os mais humildes e indefesos. Outros privilegiados escolhidos por esses cidadãos sequer se incomodavam com os problemas do nosso município. Mas decidi servir ao meu Povo e empreendi uma luta incansável em defesa ao meu povo junto com a Prefeita eleita Carmen Mirian.

Chegaram às eleições de 2012 e não mudei a minha postura política para ganhar as eleições e ser eleito. Continuei sendo eu mesmo, seguindo a minha consciência que me diz diariamente que não vale a pena chegar por caminhos escusos e fraudulentos. O POLÍTICO SÓ TEM COMPROMISSO SE FOR ESCOLHIDO ESPONTANEAMENTE PELO ELEITOR. Por isso, arrisquei até minha própria vida para defender o meu Povo. Era o que poderia oferecer como gratidão pelos votos obtidos em 2008. Tive prejuízos financeiros. Tive prejuízos morais. Sofri varias perseguições. Tive prejuízos familiares, quando deveria estar junto a minha esposa, junto aos meus filhos, enfim minha família. Mas tudo isso valeu a pena porque estava cumprindo o meu dever como político.

Aqui deixo o meu desabafo, consegui me eleger e irei continuar a servir ao meu povo, agora, com mais experiência e maturidade. Lamento a Prefeita Carmen Mirian não ter se reelegido e só espero não ouvir desses cidadãos agrestinenses, que optaram em votar em outro candidato, que o arrependimento assolou a sua consciência e deveriam ter escolhido a atual Prefeita, até porque já será tarde demais para voltar atrás. Tenho a certeza que Dona Carmen seguirá o seu caminho, passando a cuidar de si mesma e de sua família com mais tempo e dedicação, com a sua consciência tranquila, de que se ofereceu como opção, mas não obteve êxito e que, certamente, terei a prova de que o dinheiro, a enrolação, a mentira e a falta de compromisso valem muito mais do que o trabalho realizado, a postura política séria, a vontade de servir e de mostrar que é possível chegar sem comprar ninguém.

Por fim, agradeço aqueles que reconhecem o meu trabalho.

Marcos Oliveira (Marcos do INSS)

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